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    [Guia] Representação de papéis

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    [Guia] Representação de papéis

    Mensagem  Admin em Ter Ago 23, 2011 7:37 pm

    RP como um todo
    Representação de papéis (RP) vem da expressão no inglês role-playing, que pode ser de tal forma traduzida.

    O QUE É RPG?
    RPG ou Role Playing Game significa "Jogo de Interpretação de Papéis". Só que na realidade não se trata de um jogo, mas sim, de uma brincadeira de contar histórias, pois não existem vencedores e nem perdedores e a narrativa é estabelecida para todos os participantes.

    Podemos compará-lo com um teatro ou um filme, aonde os jogadores são os atores e o mestre o diretor, mas a diferença é que nenhum roteiro será seguido, a história apenas vai acontecendo.

    O RPG surgiu nos EUA em 1974 e espalhou-se pelo mundo desde então, não só divertindo os jovens como também estimulando a pesquisa, a participação, a interpretação e a criatividade deles.

    Nele os jogadores irão interpretar personagens diferentes, com seus diferentes conhecimentos e técnicas em um novo mundo. E o mestre será aquele jogador que atuará como juiz das partidas, ele irá determinar se as ações foram bem sucedidas ou quais foram as suas conseqüências, assim como o mestre tem o dever de descrever o rumo da aventura no mundo imaginário.

    Então o RPG estimula um raciocínio global, muito importante para os dias de hoje, pois através das sessões de jogos, é provável resgatar valores morais e éticos. Funcionando assim como uma ferramenta para preparar o jovem a interagir na sociedade, tanto profissionalmente quanto socialmente...

    Por Mayara Zimmermann (Lobiwoman), 25/12/2004.
    A todo jogador é dado um personagem, nomeado segundo o nome de usuário informado na página de registro (ou login). O personagem é um ser humano, deve se alimentar, trabalhar, interagir e descansar. As duas primeiras ações foram negritadas (alimentar-se e trabalhar) para ressaltar que são ações práticas, são feitas pela interface, ou pelo ecran. Para se alimentar basta comprar comida no mercado e ingerí-la, e para trabalhar basta procurar uma oferta de emprego e se candidatar a ela ou ir às minas, por exemplo. As últimas duas ações (interagir e descansar) são ações menos práticas, pois não podem ser realizadas no ecran - não há um botão para dormir. Entretanto há dois para confraternizar: a taverna e o fórum. Na taverna o personagem do jogador pode conversar com outros personagens de outros jogadores, assim como você. Lembre-se que são os personagens que interagem entre si, não os jogadores. Vale gizar esta dicotomia: Por exemplo dois personagens podem se odiar e duelar entre si até a morte enquanto os jogadores forem grandes amigos. Compare-se a um teatro, há muita diferença entre os atores e os personagens interpretados. Sempre que um jogador der vida ao seu personagem, por exemplo na taverna, estará representando o seu personagem, estará representando o seu papel n'Os Reinos da Renascença. Esta representação de papéis, ou RP, é feita a todo momento e em todo lugar. Por exemplo se você for ao correio e escrever uma carta, não será você propriamente a escrevê-la, mas seu personagem. O mesmo se aplica ao fórum, onde ocorre a maior parte do RP. Um debate político, uma caçada no bosque, um passeio pelo lago ou uma guerra entre duas nações, são todos frutos de RP, no qual o jogador dá vida a seu personagem para que o segundo possa se impôr perante a comunidade, quer de maneira positiva, quer de maneira negativa.

    Entretanto, os jogadores não ficam isolados entre si, podendo se comunicar regularmente. Esta quebra de RP chama-se fora da representação de papéis (FRP), e tem muitas utilidades. Pode ser usada para especificar como se deseja o desenrolar de um RP específico [por exemplo quando se cria um RP de caçada o criador, ou mestre-de-jogo, especifica que não se poderá usar carros porque não havia carros no século XV (quando se passa o nosso jogo)]. Há duas codificações que denotam quando alguém faz RP ou FRP, e são conhecidas pelas siglas RP e HRP, respectivamente.

    Para uma melhor noção do que é RP, recomenda-se desenvolver o seu personagem e registrar o desenvolvimento em algum local visível e de fácil acesso ao jogador. Dica: Crie um pasta para Os Reinos da Renascença onde armazenará dados como este, por exemplo um bloco de notas para o personagem.
    • Quem é? Seu nome é somente isso, o login? Há alcunhas, especificações? Por que elas existem? Quantos anos tem? É alto, baixo? Gordo, magro? Olhos reluzentes ou opacos? Como são seus cabelos? É careca? Nunca os mostra porque sempre está de chapéu?
    • De onde vem? Por que mudou de ares? Vai ficar por aqui? Se não, para onde vai? Se vai, por que está indo embora? Vem de um vilarejo simples? Vai para a capital buscar fortuna e glória? Pretende ir para locais desconhecidos mapear o mundo?
    • Quais suas forças? Quais suas fraquezas? Afinal passou por dificuldades? Em que momento da vida? O que o fez superar estas dificuldades? Ou talvez sua vida tenha sido calma e pacífica, por quê? Cresceu na burguesia, com as facilidades inatas? Uma grande herança? Talvez possa ter sido criado pelo pároco duma povoação!
    • Como pensa? É mesquinho? É honesto? É religioso? É aventureiro ou prefere uma rotina calma? Quer ser general ou aprecia a comunicação entre os povos? Alguns jogadores optam por adotar determinados lemas ou filosofias de vida que resumam o viver de seu personagem. Tem pesadelos por causa de um passado traumatizante? Não tem medo de nada?
      • Qual a sua bússola moral? Como avalia que algo está correto ou incorreto? O que valoriza numa pessoa?
      • Qual a sua religião? É aristotélico? É averroísta? É spinozista? Acredita em Bjeka, a deusa do pomar de Alcobaça? É ateu? Tem a sua própria religião?

    • O que espera? O que planeja? O que é sonho e o que é objetivo? Será camponês pelo resto da vida? Quer ser padre? Cruzar os sete mares com sua própria embarcação? Enriquecer no mercado internacional? Não tem objetivos, quer só tocar sua vida adiante? Por quê?
    • O que faz? Não espere que seu personagem vá arranjar dinheiro para todos os seus planos miraculosamente... Então ele é artesão? Vive da terra, por subsistência? Achou um grande tesouro? É mercador? É ladino?

    Lembre-se do contexto: seu personagem não pode usar óculos porque tal acessório ainda não foi inventado. Estamos no século XV (1401~1500 d. C.), em plena Renascença. Não há ternos, aviões ou computadores. Não havia psicólogos, problemas eram tratados com o pároco, por confissão. Não havia uma medicina decente ou sequer uma higiene em bom patamar, não convém fazer do personagem um limpíssimo e perfumado que toma banho todos os dias. O conhecimento era raro, é improvável que um plebeu paupérrimo saiba Aristóteles, Al-Khwarizimi ou latim sem ter tido contato, primeiramente, com teólogos e estudantes de classes mais abastadas.

    Há muitos tipos de personagem para muitos tipos de jogador. Há personagens que assaltam outros, há personagens que são corajosos e tomam castelos e salvam princesas, e há personagens que passam noites estudando a mecânica do fluxo econômico. Também não há limitações, os personagens podem fazer muitas coisas distintas, desde que em acordo com sua personalidade. Ou seja, seria incoerente um cavaleiro honrado ganhar seu dinheiro furtando viajantes desavisados (a menos que ele queira que todos pensem que é honrado - como visto aqui, RP pode ser empregado também para explicar incoerências ou até mesmo edificá-las). Tudo é possível desde que haja razões mínimas.

    RP na taverna e nas cartas
    Não havia as mesmas gírias nesta época, se sequer houvesse quaisquer gírias, portanto não convém usá-las informal (taverna) ou formalmente (correspondência e interação no fórum). Para se fazer uma narração na taverna (por ex. Pedro se sentou e pediu uma caneca.) basta usar o comando /me "narração", sem as aspas. A narração é habitualmente feita no presente do indicativo (Vai, come, bebe), mas pode também ser feita no pretérito perfeito (Foi, comeu, bebeu).
    Código:
    /me caiu da cadeira após muito beber.
    (RESULTADO) Pedro caiu da cadeira após muito beber.
      /me Onde está minha amada? - INCORRETO ----> (como aparecerá) Pedro Onde está minha amada?
      /me pensa: "Onde está minha amada?". - CORRETO ----> (como aparecerá) Pedro pensa: "Onde está minha amada?".

    Quando não se usa o comando /me, é diálogo normal. O personagem falará o que o jogador digitar, e tudo o que o jogador digitar poderá ser usado contra o personagem, como também é útil lembrar que o que o personagem disser deverá estar de acordo com o contexto (por ex. ele não pode falar "Ontem eu liguei para uma amiga..." porque não havia telefone celular/ telemóvel neste tempo).
    A comunicação na carta é feita em primeira pessoa porque simbolicamente é o personagem a escrevê-la.
      João lhe pergunta: Como você está? - INCORRETO
      Como você está? - CORRETO

    O comando FRP pode ser usado tanto na taverna quanto no correio.

    RP no fórum
    A descrição do RP no fórum é feita em terceira pessoa no pretérito perfeito ou no presente do indicativo e em itálico.
      Eu fui ao castelo. - INCORRETO
      João foi ao castelo. - CORRETO
      João vai ao castelo. - CORRETO


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