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    Bardo Errante das Neves

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    Bardo Errante das Neves

    Mensagem  Admin em Sab Ago 20, 2011 7:05 pm

    [rp]Guilda dos Trovadores do Reino de Portugal

      Origens


      A primeira criação literária da língua portuguesa foi uma cantiga. No crepúsculo do século XII e início do século XIII surgiam melodia e letra sob a pena de João Soares de Paiva, trovador nobre português. Quando o soberano aragonês foi em Provença e territórios aragonenses foram invadidos por Sancho VII de Navarra, Paiva escreveu uma cantiga de escárnio intitulada 'Ora Faz ost'o senhor de Navarra' atacando o Rei de Navarra por isso. Esta é a parte conhecida da história. Agora contaremos a verdadeira estória por detrás.

      Perto das cachoeiras do rio Paiva nascia um homem que inauguraria sua língua com o primeiro escrito e também que mudaria o curso dos jograis e trovadores em Portugal pelo resto da História. Desde pequeno, aprendeu os costumes da corte e recebeu a educação de todo nobre, tendo seu primeiro contato com o alaúde. Dentre as línguas e o conhecimento clássico que lhe era ensinado, havia a música. O mais antigo documento oficial, datado, escrito em português, que chegou até nós (o testamento de Afonso II, de 1214) prova que no ambiente da corte já se escrevia em português há algum tempo. Dominando a língua de seus sucessores, Paiva elaborou versos para conquistar as damas da corte, aperfeiçoando-se na arte. Passaria ali sua infância e início de maioridade, tendo problemas com sociedades secretas e, por fim, mudando-se para Aragão, próximo a Monzón, Tudela e Pamplona, perto da fronteira com Navarra.

      Seu talento não passou despercebido em meio à nobreza; logo recebeu convites de organizações seculares que atuavam sob o véu da ingênua sociedade portuguesa do século XII para que ensinasse a lírica aos seus membros, algo inédito na Península Ibérica até então. Recusando-se a fazê-lo, porém, fez com que tais grupos cultivassem inimizade contra si, acabando por ter de refugiar-se. Não era guerreiro, nem ele nem outros trovadores - sua maior arma era o verso. Porém sabia que, se unidos, formariam um grande eixo autossuficiente de música e arte, algo que não poderia ser destruído. Desta forma, reuniu todos os artistas, músicos, jograis e andarilhos escritores das redondezas e além, formando algo que viria a ser chamado Organização de Trovadores, Jograis e Artistas do Condado Portucalense. Optou-se por chamá-la de pertencente ao Condado Portucalense pois encontrou-se manuscritos que referiam-se a semelhantes organizações de tal nome e que datavam desde antes a consolidação de Portugal como reino. João Soares de Paiva não foi o primeiro trovador e, com toda a certeza, após a criação da nova organização, não seria o último.

      A tal instituição serviu a seus propósitos iniciais, em êxito, até o final do século XIII, acolhendo trovadores de todas as regiões da Península Ibérica e levando às gerações seguintes o manejo dos instrumentos musicais. Com sorte, a rixa contra algumas sociedades secretas morre junto com João Soares de Paiva, o fundador, levando inclusive à aderência de alguns trovadores a algumas destas sociedades. Também logo ficou conhecida pela acelerada produção de cantigas em louvor à Santa Maria e outras figuras, além de outras contribuições à cultura portuguesa. Encontrando seu fim em 1284, com a morte de Afonso X de Leão e Castela, ficando a organização sem liderança e indo de encontro com sua implosão. Viria apenas a ser reerguida quase duzentos anos depois, em 1458, quando é fundada com o nome simplificado de Guilda dos Trovadores por Nefestus Henrique de Carvalho Malaquias e Monforte, permanecendo com tal nome até os dias de hoje.

      Organização de Trovadores, Jograis e Artistas do Condado Portucalense
      12?? - 1284

      Guilda dos Trovadores
      1458 - Dias atuais.

    João Soares de Paiva escreveu:Ora faz ost’o senhor de Navarra,
    pois en Proenç’est’el-Rei d’Aragon;
    non lh’an medo de pico nen de marrra
    Tarraçona, pero vezinhos son;
    nen an medo de lhis poer boçon
    e riir-s’an muit’Endurra e Darra;
    mais, se Deus traj’o senhor de Monçon
    ben mi cuid’eu que a cunca lhis varra.

    Se lh’o bon Rei varrê-la escudela
    que de Pamplona oístes nomear,
    mal ficará aquest’outr’en Todela,
    que al non á a que olhos alçar:
    ca verrá i o bon Rei sejornar
    e destruir atá burgo d’Estela:
    e veredes Navarros lazerar
    e o senhor que os todos caudela.

    Quand’el-Rei sal de Todela, estrëa
    ele sa ost’e todo seu poder;
    ben sofren i de trabalh’e de pëa,
    ca van a furt’e tornan-s’en correr;
    guarda-s’el-Rei, comde de bon saber,
    que o non filhe a luz en terra alhëa,
    e onde sal, i s’ar torn’a jazer
    ao jantar ou se on aa cëa.

      Funcionamento



      Objetivos
      Melhorar o nível de frequência às tavernas, dinamizar a vida dos lusitanos, primar por um bom local público e acessível a todos.

      Hierarquia
      ---> Menestrel
      Um por reino, lidera a Guilda, deve ser escolhido dentre os jograis pelo seu antecessor.
      --> Jogral
      Um por condado, lidera os trovadores de sua região, deve ser escolhido dentre os trovadores pelo menestrel.
      -> Trovador
      Todo integrante da Guilda.

      Progresso Individual
      Todo e qualquer trovador tem a si permitido o avanço na hierarquia interna da Guilda, em função de seus méritos, tais quais:
      • Apresentação de pinturas que comprovem sua presença em tavernas cheias.
      • Participação no Acampamento dos Trovadores.
      • Boa disposição e graça para com os demais cidadãos de Portugal.

      Manutenção do Acampamento
      O menestrel a fará, arquivando o que for de interesse e, de seguida, abrindo espaço para novas discussões.

      Bandos
      Cabe ao jogral destacar trovadores em específico para liderar os bandos, que funcionam de forma extraordinária, sendo geridos pelos próprios membros, de maneira autossuficiente. Todo e qualquer trovador pode iniciar seu próprio bando, ou tentar assumir a administração de algum já existente, desde que sob a supervisão do jogral.

      Recrutamento
      O recrutamento é feito diretamente com o menestrel, sendo este a aceitar ou convidar novos trovadores. É possível a um trovador recomendar alguma pessoa ou a esta que fale com o menestrel sobre a iniciação na Guilda. Os requisitos para se entrar não são claramente delimitados e ficam ao julgamento do menestrel em questão. Não insistam.


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      Data/hora atual: Ter Dez 12, 2017 3:17 am